quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mesmo sem nenhum crime de violência sexual registrado recentemente, mulheres ainda não se sentem seguras em Barão Geraldo

Por Plácido Berci

Há cerca de dois meses, insegurança era o sentimento geral da maioria das mulheres que moram no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Uma onda de estupros e de outros casos referentes à violência sexual contra a mulher estampou capas de jornais e gerou debates em programas de televisão da região. Como de praxe em situações de crimes em série, o suposto responsável pelos crimes ganhou até apelido: o estuprador do Uno vermelho, em referencia ao veículo que ele usava de acordo com o relato das vítimas. Em agosto, cerca de 600 pessoas chegaram a reunir-se para protestar contra o momento de insegurança.

Pouco tempo depois, no dia 16 de setembro deste ano, curiosamente o último registro de um estupro no distrito, um suspeito foi reconhecido por seis mulheres como sendo o tão falado estuprador de Barão Geraldo. Desde então, nenhuma ocorrência. Mas e as mulheres de Barão? Será que passaram a sentir-se seguras? Não é o que diz a estudante de 22 anos, Angélica Albuquerque, moradora de uma república próxima a Unicamp. “Ainda não me sinto nem um pouco segura. Continuo não vendo policiais durante a noite e, além disso, as ruas de Barão são extremamente escuras”, reclamou.

Silmar de Souza trabalha como vigia de uma empresa privada patrulhando Barão Geraldo há 15 anos e diz que já ouviu muitas histórias de crimes desse gênero no distrito. “Um caso que eu me lembro, foi de uma menina que morava aqui perto da Unicamp e procurou a gente desesperada porque um carro estava atrás dela. Isso foi por volta de nove horas da manhã”, lembrou. Quem também já ouviu muitas histórias é outra estudante que também mora sozinha, Graziele Pereira Marques, 23 anos. Ela não confia que o atual trabalho da Policia Militar e da vigilância do distrito, possa passar mais confiança às mulheres. “Nunca presenciei nenhum crime desse tipo, mas já ouvir falar de vários. Só me sinto segura quando os vigias estão na frente de casa, mas quando eu chamo dificilmente eles chegam a tempo. Quanto a policia, eu acho que faltam viaturas patrulhando a área.”

Está seguro sim

Diferente do discurso da estudante, o delegado José Carlos Fernandes, responsável pelo 7º Distrito Policial de Campinas, afirma que depois dos acontecimentos as autoridades tomaram as medidas necessárias para melhorar a segurança das moradoras. “Tanto a Policia Militar, quanto a Guarda Municipal e até a própria Policia Civil, intensificaram o patrulhamento na área e as investigações foram tão bem sucedidas que conseguimos prender um dos estupradores.”

Por fim, o delegado acredita que não há motivo para que as mulheres do distrito continuem com medo. “Acreditamos que elas podem sim se sentir seguras. Só existe um inquérito instaurado no momento, que trata de outro suspeito que também estaria agindo naquela época. As investigações estão avançadas e pelas informações que eu tenho ele já nem está mais aqui em Campinas.”

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Solidariedade na luta contra o câncer

Raphael Gnipper

Foto: Thaís Maruoka
Criança, assim como mãe, só muda de nome e endereço. De resto, é tudo igual. Brinca, se diverte, se alegra e , mesmo diante das dificuldades não se deixa abater. Mais: Não deixa de sorrir. Durante todo o mês de novembro, o Centro Infantil Boldrini – referência mundial no tratamento contra o câncer – realizou a campanha “Dê Uma Mãozinha Pro Boldrini”, com o objetivo de arrecadar fundos para a ampliação das instalações e do atendimento do hospital.

Todo o dinheiro arrecadado pela campanha, que terminou no último dia 30/11, e conseguiu juntar R$1.200.00,00, vai ser revertido para a construção de um centro de pesquisas avançadas que tem como objetivo ampliar e melhorar ainda mais o atendimento das crianças que precisam do tratamento do Boldrini. Durante toda a campanha, Dra. Silvia Brandalise, presidente do Hospital, se emocionou ao relembrar os casos que tiveram solução pelas mãos dos profissionais da instituição. Atualmente, 80% dos tratamentos tem sucesso.

Além da colaboração dos voluntários, o “Dê Uma Mãozinha Pro Boldrini” contou com o importante apoio da TVB Record Campinas. A emissora cedeu 3 horas da sua programação para um programa especial. Fernanda Ramalho, diretora do especial que foi ao ar no dia 19/11, conta que realizar o programa foi um desafio: “São 5 anos de programa. O desafio aumenta a cada ano afinal, estamos falando de pessoas e histórias de superação.”

Apesar da campanha ter terminado, o diretor de marketing do Hospital, Fábio Giangrande - em entrevista à TVB Record - reforça que a solidariedade não tem prazo de validade e que o Boldrini precisa de ajuda o ano inteiro: “Lembrando às pessoas que elas podem doar o ano inteiro. Esse projeto do centro de pesquisas é de 7 milhões. Estamos com 1,2 milhão, mas vamos chegar lá!”

Você pode conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pelo Boldrini e também saber como ajudar no site: http://www.boldrini.org.br


Nova lei restringe consumo de bebidas alcóolicas

Ketlen Machado

Não é de hoje que o consumo de bebidas alcóolicas é indevido à menores de 18 anos, no entanto, no dia 19 de novembro deste ano entrou em vigor em todo o estado de São Paulo a nova lei antiálcool, que além de multa pode até mesmo fechar estabelecimentos comerciais que permitirem o consumo

Além de não permitir que o menor compre bebidas alcóolicas, a nova lei torna-se mais rígida por também não permitir que algum adulto repasse bebidas à alguém com menos de 18 anos, nem eu este esteja acompanhado dos pais. Para isso, o comerciante deve solicitar o documento de identificação a quem estiver bebendo no local. A lei inclui todos os tipos de estabelecimentos que vendam bebidas, desde bares e casas noturnas, até padarias e supermercados. Em caso de estabelecimentos sem fiscalização ou mesmo vendedores ambulantes, a fiscalização será feita pela polícia.

Renato Ferreira, responsável pelo setor de bebidas, acredita que a a nova lei não trará prejuízos nas vendas. “Mas a venda, se vendia X vai continuar vendendo, porque tem adultos, que infelizmente, ainda continuam comprando pra menores; pede pro pai, pro irmão, pro amigo, isso acontece e é uma forma que não temos como combater”, conclui.

A lei prevê aplicações de multas de R$ 1.745 a R$ 87,2 mil. O descumprimento da lei pode ocasionar também a interdição do local e até mesmo fechamento do estabelecimento. A fiscalização ocorrerá pela Vigilância Sanitária Estadual e Procon. A população pode denunciar locais que estejam infringindo a nova lei através do Disk-Denúncia: 0800 771 3541 ou pelo formulário online.

Operação Verão monitora chuvas em Campinas, mas não contém alagamentos


Chuva em Campinas é sinônimo de caos. Não há semáforo que funcione, carro que ande e avenida que não alague. Para prevenir acidentes ocasionados pelas chuvas de dezembro e janeiro, a Prefeitura Municipal realiza todos os anos a chamada Operação Verão, que consiste na criação de um projeto envolvendo diversos órgãos públicos municipais para a realização de ações preventivas, monitoramento e auxílio em casos de alagamentos, desmoronamento de encostas, entre outros.

Este ano a Prefeitura adiantou em um mês a ação que tem seu início previsto, todos os anos, para o primeiro dia de dezembro. Em prática desde o início de novembro, a Operação Verão não conseguiu conter alagamentos nas Avenidas Princesa D’Oeste e Orozimbo Maia, na última segunda (28). Na última semana, o forte impacto das chuvas fez com que a estrutura de uma ponte na Avenida Orozimbo Maia fosse abalada. As obras de reconstrução da ponte já foram iniciadas pela Secretaria de Infra-Estrutura e Serviços Públicos da Prefeitura e alem disso, o órgão pretende fazer a limpeza de 98 bueiros, córregos e ribeirões da cidade, até a conclusão do projeto, em março de 2012.

De acordo com Tiago de Souza, Assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública de Campinas, “existem 75 áreas com risco de desabamento em decorrência das chuvas em Campinas. São considerados moradores das áreas de risco, famílias que vivem ou em beira de encostas ou em partes que o rio costuma encher muito, quando a estrutura da moradia pode ser afetada.”. Através da Operação Verão, a vistoria nessas áreas foi intensificada e panfletos com informações sobre os perigos dos locais foram distribuídos pelos agentes municipais.

Segundo dados da Defesa Civil de Campinas, atualmente cerca de cinco mil famílias vivem em áreas de risco e duas mil delas vivem em áreas de risco iminente, ou seja, que podem vir a desabar a qualquer momento. Com relação a essa situação a Prefeitura informa que foram construídas este ano cerca de quatro mil moradias que serão destinadas aos moradores dessas áreas.

Conforme explica Tiago de Souza, entre outras obras preventivas para o período de chuvas estão o “desassoreamento de córregos e ribeirões, obras de macro e micro drenagem que somam um montante em torno de 400, 450 milhões de reais, obas de tubulação, alargamento de córregos, estruturação de margens e mais uma série de obras de infra-estrutura”.

A auxiliar administrativa Daniela Pimentel, moradora do bairro Ponte Preta apóia as iniciativas de prevenção, porém destaca: “é preciso conscientizar a população em não jogar lixo nas ruas e em terrenos baldios, a primeira atitude tem que ser nossa”.



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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Jovem propõe lei contra preconceito visual


O aluno do terceiro ano do ensino médio da escola estadual Professor Adalberto Prado e Silva foi, no dia 4 de novembro, à Assembléia Legislativa de São Paulo expor um projeto de lei de autoria própria. Heitor Darros de Lima, de apenas 17 anos, foi o único selecionado em Campinas para vivenciar um dia de Deputado Estadual.

O projeto de lei criminaliza preconceito e desrespeito às pessoas com piercings ou tatuagens. A multa seria de mil reais, podendo a vítima mover processo contra danos morais. Lima explica que sempre teve essa idéia na cabeça por ver amigos e colegas tatuados tendo problemas na hora de conseguir um emprego.

Na hora de escrever foi fácil, "com as idéias na cabeça, fui falando e o Emmanuel escrevendo, depois o professor Cláudio de história nos ajudou a colocar no formato de lei", conta Heitor. Após alguns dias, recebeu o aviso de que havia sido selecionado. Ele conta que se sentiu orgulhoso, principalmente por estudar em um colégio público.

A lei entretanto não tem validade jurídica. Para passar por uma aprovação oficial, o projeto deve ser proposto por um deputado. Desde o início do projeto, em 2000, 16 leis que vigoram hoje nasceram no Parlamento Jovem e foram levadas para votação por um deputado interessado. Segundo Heitor, a deputada Célia Leão demonstrou interesse pelo projeto de lei, mas não confirmou se a idéia será levada adiante.

Parlamento Jovem

O projeto foi criado para promover uma vivência do processo democrático à alunos tanto das escolas públicas como das particulares. Todos os anos são selecionados 94 projetos, e a cada ano são escolhidos alunos do segundo ciclo do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio, alternadamente. Neste ano, foram inscritos 240 projetos de lei em todo o estado.


Confira video de entrevista com Heitor Darros




O vírus da revolução

por Bárbara Bretanha

As novas tecnologias vêm facilitando cada vez mais o ativismo e, embora o caráter aparentemente democrático da internet e dos meios de comunicação social, muitos dos movimentos se tornam “revoluções do sofá” que, de um clique ao outro, acabam por não fazer grandes reivindicações. Alternativas para esses movimentos surgem nas comunidades online que pretendem, mais do que simplesmente protestar um ou outro assunto, formar espaços para a troca de informações e a discussão educada sobre estes assuntos. É o caso do GrrrlVIRUS Brazil, que pretende “espalhar o vírus por todo o país”.

A idéia não é nova: baseado no riot grrrl, movimento frequentemente associado ao feminismo de terceira onda, que teve início em meados de 1990 nos Estados Unidos na cena da música alternativa, o Vírus abrange hoje vários países. De acordo com Susie Quey e Chloe Novaes, fundadoras da comunidade, “Sempre participamos do movimento GrrrlVirus, mas sentimos falta disso em nossa realidade”.

Susie e Chloe explicam também que “vírus” vem de uma declaração feita por Courtney Love, vocalista da banda Hole conhecida por seu casamento com o ícone da música grunge, Kurt Cobain. Love foi participante ativa do riot grrrl que tentava conquistar espaço para as mulheres nas bandas alternativas e também discutir assuntos femininos como o abuso sexual e a ditadura da dieta, tanto através de letras de música como em festivais e zines, revistas de produção independente. Love, que não se considerava feminista, mas incentivava a emancipação da mulher, disse “o VÍRUS me diz do fundo do meu cérebro que posso ser o que eu quiser”, começando assim a infecção.

A proposta é espalhar a mensagem, seja através de zines, grafites, debates ou protestos, incentivando o que as fundadoras chamam de “a criatividade ativista da mulher a favor de si mesma”. Susie e Chloe acreditam que o símbolo pode servir “de gatilho na cabeça das pessoas, as infectando com a idéia de que uma pessoa faz diferença, que ela é capaz, que ela pode fazer suas próprias escolhas quando se trata de seu corpo, que ela pode ser tratada com respeito e se impor em seus direitos”.


E quem participa?

Com apenas dois meses, a comunidade GrrrlVIRUS Brazil já possui 52 membros, dentre eles diversos homens com participação ativa nas discussões e atividades. É o caso de Marcos Makeo, 22 anos, que contribui diariamente para a comunidade. De acordo com ele, a visibilidade é uma coisa positiva. “Em um país em que a mulher não pode nem mostrar o rosto...” comenta, citando como exemplo blog de mulher árabe que publicou fotos nuas, “Pode ser um pequeno passo, mas já é uma mini revolução”.

Já Iaci Oliveira, 23 anos, acredita que a comunidade é importante para vítimas da misoginia e do abuso físico ou sexual, “pode servir de incentivo para quem está sofrendo com o problema de abuso fazer a denúncia”. Iaci foi vítima da violência doméstica na infância e, desde que começou a participar da comunidade, encontrou um espaço para trocar experiências e tentar conscientizar as pessoas do problema da violência contra a mulher no Brasil. Atualmente estudando na Itália, Iaci continua participando “De modo geral, penso que quem participa mais ativamente costumam ser as pessoas que foram lesadas de alguma forma por essa percepção entre os gêneros".


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Para saber mais sobre a comunidade GrrrlVIRUS Brazil, clique aqui.

Iluminação de Natal requer cuidados

Luís Ricardo de Souza

O Natal está chegando e, com ele, as casas, o comércio e as ruas das cidades ficam mais iluminadas. Essa decoração, que encanta crianças e adultos e está cada vez mais presente nas cidades, requer alguns cuidados.

“Antes de ligar mais elementos à rede elétrica, é sempre recomendável fazer uma revisão nas instalações. Essa dica vale não só para essa época, mas para o ano todo”, diz o engenheiro elétrico, Josias Ricardo de Souza.

Após algum tempo guardados, os piscas podem sofrer desgaste. Por isso, é importante também verificar as condições dos fios e fazer as instalações sempre com o pisca desligado da tomada. “Outro erro bastante comum é o uso de benjamins sobrecarregados. Isso pode fazer com que o limite seja ultrapassado, resultando em curto circuito”, comenta Josias. De forma alguma faça emendas nos fios do circuito de iluminação de Natal.

Por serem fontes de calor, as luzes precisam de acompanhamento contínuo e devem ser desligadas quando não houver alguém em casa ou quando estiverem dormindo. Evite o contato das lâmpadas com objetos e enfeites que podem ser inflamáveis.

No caso das árvores de natal, é importante procurar pela etiqueta “resistente ao fogo”. Essa medida pode evitar que, na eventualidade de um curto-circuito, seja provocado um incêndio. Mantenha a árvore distante de objetos que possam pegar fogo, como tapetes e cortinas. Evite o uso de luzes elétricas e piscas de árvores que contenham metal, pois estes materiais podem conduzir energia e provocar choques elétricos.

“A aquisição de produtos certificados com o selo do Inmetro em lojas especializadas minimiza os riscos de curto e incêndio”, finaliza o engenheiro.

Veja o depoimento da jornalista, Juliana Guidolin Perrenoud que está sempre preocupada com a iluminação de sua casa:



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Consumo

O aumento do consumo também pode ser minimizado. As lâmpadas de LED são mais econômicas e consomem menos energia. A quantidade de lâmpadas utilizadas está diretamente relacionada ao consumo, portanto, o valor da fatura da eletricidade dependerá do número de lâmpadas que serão utilizadas. Cada pequena lâmpada incandescente utilizada na decoração das árvores de Natal consome entre 1 watt e 5 watts. Portanto, um conjunto cem luzinhas (o modelo mais comum encontrado no mercado), tem uma potência equivalente a 100 W (o mesmo que uma lâmpada incandescente de 100 W, dessas encontradas nos supermercados) e 500 W. Uma lâmpada de 100 W acesa durante 10 horas consome 1kWh de energia elétrica.

Concessionária investe 22 milhões em Tecnologia para Pedágio

Letícia Araújo

A partir do ano que vem tags, serão distribuídos gratuitamente a população, para facilitar o pagamento das tarifas dos pedágios. Esse projeto se chama Ponto a Ponto e tem a intenção de utilizar uma nova tecnologia. O assessor de tecnologia da informação da Agencia Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Giovanni Pengue Filho, explica que os primeiros testes começam na região de Indaiatuba (SP 75 – Rod. Santos Dummont).

O valor do pedágio vai ser aproximadamente pelo trecho percorrido, Giovanni Pengue diz que hoje o pedágio custa R$10,10 ao sair de Indaiatuba e vir para Campinas. “Neste novo modelo vai ser pago R$4,10, que simboliza o que o usuário efetivamente utilizou da rodovia Indaiatuba – Campinas,” explicou o assessor.

Ele ressalta que a ideia é de um novo conceito de cobrança com tecnologia. Quanto a ser mais barato, Pengue Filho diz que primeiro serão realizados testes, para depois diminuir os custos. “Realizados os testes e verificada a possibilidade de segmentação em todo o estado e eventualmente que ele gera uma arrecadação maior, aí sim o Estado vai avaliar a redução da tarifa do pedágio”.

Os testes começam nas cidades de Indaiatuba, Campinas, Salto e Itu. Em janeiro iniciam os cadastros para quem deseja aderir ao pórtipo, e em fevereiro a implantação dos testes para o novo modelo. Os testes seguem durante todo o ano, mas em seis meses já é possível ter mais informações para quaisquer ajustes que julgarem necessários.

Mas não são todos que veem a inovação como algo positivo.è o caso de Viviane Lucas de Oliveira, que trabalha em Campinas, mas todo final de semana viaja para sua cidade, São José dos Campos. Gasta cerca de R$200,00 por mês com pedágio e diz que dependendo do valor aproximado que for cobrado por quilômetro rodado, essa nova forma de cobrança pode não ser a mais barata.

São 22 milhões de reais investidos no sistema Ponto a Ponto, que pretende instalar 18 pontos de monitoramento de 1 milhão de aparelhos que serão distribuídos para a realização dos testes.



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O ritmo feminino contra a violência

Por Juliana Vieira

“Aqui é vida real”, gritam em coro. Apitaço na comunidade Bandeiras 2, periferia de Campinas. Sob uma tenda montada com madeira e toldos, estudantes, donas de casa, militantes e artistas fazem barulho contra a violência sofrida por mulheres, segundo elas, de todas as idades, classes sociais e raças. O encontro organizado pelas moradoras em parceria com a entidade Promotoras Legais Populares no último fim de semana (27) marcou a iniciativa de difundir a ação: conscientizar as mulheres quanto à prevenção de violência moral e sexual.

Eunice Nunes era uma das quase 20 mulheres da reunião. Ela foi mais uma a vivenciar o medo de ser violentada, “foi em um pontilhão, no Bandeiras mesmo. Era de manhã e o rapaz conhecia meu marido”, conta ela que, ficou sem reação quando viu um jovem a perseguindo, em meados de 2010. Felizmente, Eunice escapou do estupro, mas foi agredida com tapas no rosto, “ele parecia drogado e quando viu grupo de jovens, saiu correndo. Foi minha salvação”, afirma Eunice.

Conforme a conversa se estendia, as participantes se sentiam cada vez mais confortáveis para contar os ‘causos’ e mazelas sofridas por elas ou por conhecidas. Para uma das Promotoras e Militante Visitantes do bairro, Magali Mendes, a violência tem um ciclo. Quando praticada por pessoas próximas, com algum laço afetivo com a vítima é muita mais difícil de ser descoberta e punida. “A intenção aqui é incentivar o empoderamento das mulheres”, afirma.

Ela ressalta ainda, que muito se fala muito se mostra [se referindo à abordagem, segundo ela, deturpada da violência retratada na novela “Fina Estampa”, na qual a personagem de Dira Paes permanece casada com um homem que a violenta]. Segundo Eunice, a ação da entidade é direta com pessoas de comunidades de baixa renda, justamente por saber que elas, muitas vezes, só se baseiam no referencial da novela. “Não dá pra lutar contra a Globo, mas acredito nesta conversa, na possibilidade de reflexão sobre a verdadeira rotina desta gente”.

Direito à ousadia

“Usar roupa curta não justifica aceitar qualquer tipo de agressão”, defende a estudante de Direiro Raquel Teixeira . Para ela, a liberdade de comportamento feminino não pode ser transformada em culpa pela sociedade, “não podem atribuir a nós, ao modo de se vestir como causa de uma agressão. Quem estupra, bate é criminoso”, acrescenta. O encontro foi encerrado pela dupla de rap Tarja Preta, de Santos. Preta –Rara e Negra Jack se inspiram na discriminação contra o gênero feminino para se manifestar. “Temos direitos tanto de ser femininas quanto de ser respeitadas ”, entoam a dupla, em meio ao som agudo dos apitos.




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Jogos uma questão de viver

Um jogo, considerando a programação, é algo complexo e ao mesmo tempo divertido de se fazer. É necessário conhecimentos em linguagens de programação, conhecimento do funcionamento do hardware do computador (seus circuitos eletrônicos e modos de operação), lógica e matemática (mas não matemática profunda - ajuda, mas é tranquilo!) conhecimentos em inteligência artificial (I.A.) e, sobretudo, é necessário que tudo isso se reúna em experiência.

Hoje em dia, talvez, isso não é mais tão verdade assim: existem diversas ferramentas que facilitam esses trabalhos, tais como bibliotecas gráficas (que contém códigos de computador semi-prontos), bibliotecas de imagens (que contém gráficos semi-prontos), game engines (motores de jogos) que agregam tudo isso e torna o trabalho de se fazer jogos muito mais fáceis e hábeis, dentre outras, segundo informa José Francisco Candido Filho.


Os jogos estão com uma grande demanda no mercado e devido a isso para suprir a demanda de jogos online e de novas plataformas mobile, tem aumentado os cursos de cursos de graduação e pós-graduação para profissionais do setor. Segundo a Abragames há 57 cursos de games em todo o país, em 2008 o crescimento dos novos cursos de graduação foi de 24% em comparação a 2005. Porém a oferta de cursos ainda está restrito a SP e RJ que juntos detém 74% dos cursos no Brasil .

Um destes cursos é o da Saga, Escola de Arte Gráfica, Alessandro Bonfim fundador da escola diz que “A Saga foi fundada em 2003, mas somente em 2008 deixou de ser uma escola de ensino de softwares para ser uma escola de arte digital. Sempre acreditamos no potencial do brasileiro, que gosta de tecnologia e é muito criativo”.

Mesmo com o aparecimento destes cursos, Bonfim lembra que os brasileiros ainda não estão preparados, pois profissionais de alto nível são raros no mercado. “O grande problema é que ainda não temos profissionais de peso para brigar de igual para igual com estrangeiros, mas com a chegada da AXIS - School of Visual Effects as coisas vão mudar drasticamente, pois o know how dos melhores profissionais de Hollywood está vindo para o Brasil” diz Bonfim.

Em Campinas, no ano passado a PUC-Campinas lançou uma graduação de tecnologia na área. O curso de Jogos Digitais segundo Rogério Bazi, diretor do CLC, reúne a estrutura e o conhecimento do Centro de Comunicação e Linguagem (CLC), sobretudo com Artes Visuais, e a do Centro de Engenharia e Tecnologia (CEATEC). Para o diretor a instituição possui estrutura e está atenta a demanda do setor.

Superação Sobre Rodas


 Do sonho de um ex jogador de basquete surgiu a oportunidade de Pedreira sediar pela primeira vez, no sábado, 12 de novembro, uma partida amistosa de Basquetebol de Cadeirantes, entre as equipes GADECAMP (Campinas) e GAADIN (Indaiatuba) nas dependências do Ginásio de Esportes “O Vermelhão” do Esporte Clube Santa Sofia.
 José Carlos Pintor foi jogador de basquete quando mais jovem, atualmente da aula de esportes e foi esse amor pelo basquete que o fez idealizar o amistoso a 16 anos. Pintor viu a oportunidade surgir ao fazer contato, em jogos regionais, com o ex-vice-preseidente da Federaçõa Paulista do Deficiênte e  árbitro de  basquete de cadeirantes, Jorege José Jorge. Segundo Pintor foi Jorge que o ajudou a colocar esse sonho em prática e poder mostrar aos pedreirenses esse exemplo de superação, "em 1995 eu já pretendia fazer esse jogo porque eu sei que essa é uma atividade esportiva educacional".

No intervalo da partida os atletas dos times de Campinas e Indaiatube se revesaram em depoimentos. Dentre eles estava Henrique Danil de Morais, deficiêntea 12 anos, "Meu acidente aconteceu devido a um assalto ao meu veículo, e eu acabei reagindo a esse assalto e fiquei paraplégico". Morais conta que a oprotunidade de jogar basquete sobre rodas veio do seu meio de trabalho,"Eu conheci o basquete  sobre rodas à quatro anos, no meu trabalho na PUC de Campinas".

O jogo tinha como intuito,  mostrar algumas adaptações feitas ao jogo, para que os cadeirantes possam jogar basquete tão bem como qualquer outra pessoa, mas o clima de amistoso não amenizou a competitividade dos jogadores, nem das pessoas que assistiram a partida. Rian Rodrigues Guimarães, de 10 anos, veio torcer para pai jogador de Indaiatuba, " Meu pai tentou suicídio e ficou deficiênte, e através de um amigo dele encontrouo GAADIN". Foi a partir daí que Rian começou a frequentar  os treinos eos jogos para torcer pelo pai.

A tarcida de Rian valeu a pena, o amisto terminou com o time de Indaiatuba vencedor, que foi o time que mostrou melhor desempenho durante toda a partida.

Projeto Código H2O repercute de forma positiva na cidade de Piracicaba

Leandro Bettiol

Considerado pelos ambientalistas e especialistas em meio ambiente como um dos problemas mais sérios enfrentados pela população, o risco de ficar sem água potável se torna cada vez mais latente e presente, principalmente se as pessoas não se conscientizarem de que sofrerão mudanças drásticas. Como forma diferente e divertida de fazer com que crianças, jovens e adultos se atentem mais para este assunto, o Projeto Código H2O, em Piracicaba, trouxe à cidade diálogo e expressões artísticas relacionadas ao tema.

A exposição, montada na Estação da Paulista, antiga estação ferroviária do município, trouxe grandes painéis, que contavam curiosidades sobre a água, o ciclo da chuva, quais os principais mananciais, fontes, rios, mares, além de televisões que traziam imagens relacionadas a água e também autoridades, como secretário de meio ambiente falando sobre o tema. Um mini cinema instalado com ar condicionado e poltronas mostrava os animais que pertencem ao mundo aquático e o quanto são prejudicados com a poluição. Mesas com computadores embutidos e fones de ouvidos mostravam clipes variados sobre o líquido mais precioso do planeta.

Para André Lima, um dos coordenadores do projeto, a exposição tem um significado muito maior do que as pessoas pensam. “Com esse espaço localizado em um dos principais pontos de lazer na cidade, as pessoas são induzidas pelo visual e acabam entrando para ver o que está acontecendo. Ao saírem, procuram indicar para parentes e amigos, com outra visão e procuram tomar ainda mais atitudes conscientes”, disse.

O Código H2O é idealizado por Guerilla Construction, que tem o apoio da The Nature Conservancy – TNC e da Prefeitura Municipal de Piracicaba, por meio das Secretarias Municipais de Ação Cultural e Educação e patrocinado pela Caterpillar Brasil Ltda. Consultora de responsabilidade socioambiental da empresa, Rosa Morais explica que o projeto faz parte das comemorações de 35 anos da Caterpillar em Piracicaba, já que a companhia apóia práticas sustentáveis. “Temos muita preocupação com o meio ambiente e se começarmos principalmente pelas crianças, poderemos mudar o futuro”, afirmou.

Um dos pontos mais destacados e comentados da exposição foi a peça teatral “A fantástica jornada”, estória com muito humor, onde um garoto e seu pai entram em uma grande aventura atrás da última fonte de água potável do mundo. Para Jonas Garcia, 4 anos, o espetáculo foi incrível. “Me diverti com as trapalhadas do menino e gostei muito da música sobre como cuidar da água”. A mãe de Jonas, Lauanda Garcia, disse que ficou emocionada vendo o filho rir bastante na platéia e ficar bem concentrado. “Ele não costuma ficar quieto em cinema, mas nessa peça teatral ele nem se mexeu, ficou olhando para o espetáculo atentamente e se divertiu bastante, é incrível como consegue prender a atenção dos pequenos e passar a mensagem de preservação da água”, contou.

A exposição teve seu encerramento no último domingo, dia 27, mas já existem pedidos para que seja transferida para São Paulo e acabe fazendo um giro por outros Estados.

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Desconforto às sextas-feiras no transporte público diminui com a chegada das férias

Ônibus urbanos cheios. Cheios de gente, e de malas. É assim que circulam os coletivos que vão até a rodoviária de Campinas nas sextas-feiras e vésperas de feriados.


Esse aumento do movimento no transporte coletivo em finais de semana se dá devido ao grande número de estudantes de outras cidades que optam por morar próximos da universidade. Nos feriados prolongados é ainda mais intenso. A EMDEC não pode nos dar entrevista para informar detalhes numéricos sobre esse desconforto.


Quem nota claramente a diferença do número de pessoas são os que utilizam todos os dias essas linhas, como a ex-doméstica Dinalva Mendes Brito, 42 anos, que sempre pega o ônibus 332. Segundo ela, nas sextas-feiras, o circular fica muito cheio, principalmente às 16h30, ela diz: “Mal consigo respirar, imagine sentar então”.


Erick Fiskuk tem 19 anos e está no 3° ano de história na UNICAMP. Ele também utiliza o 332 todos os dias até a rodoviária, para voltar para sua cidade. Passou a pegar o circular mais cedo nas sextas-feiras após quase ficar sem passagem do seu ônibus para Bragança Paulista. Por conta do grande número de estudantes que voltam para casa aos finais de semana, ele conseguiu comprar o último lugar que tinha. Ele disse: “nas vésperas de feriado, fica ainda mais lotado que normalmente e as malas ainda maiores”.


Paulo Henrique, o fiscal da região verde de circulares da Viação Bonavita, afirma que nas sextas-feiras e vésperas de feriado a demanda é bem maior, mas não são colocados ônibus extras em circulação. “Já são 15 carros fazendo os percursos e em cada ponto passa um circular de 10 em 10 minutos nos horários de pico (das 16h às 19h30) e de 15 em 15 minutos nos demais horários” diz. Em cada ônibus cabem de 40 a 46 passageiros sentados (dependendo do modelo do carro), no total podem ser transportadas cerca de 65 pessoas por viagem.


Já na área rodoviária é diferente. Nelis Regina Borges é fiscal da empresa rodoviária Transpen e afirma que em feriados prolongados costumam abrir entre 5 e 6 ônibus extras para atender a demanda.


Rafaela Haddad afirma que o fluxo realmente é muito intenso às vésperas de feriado. Assista a entrevista feita com ela.


É importante que todos se programem melhor nestes dias para não correrem o risco de perderem seus compromissos e nem enfrentarem apertos exagerados e estresse nos ônibus.


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Estúdios de tatuagem se adequam aos padrões da ANIVSA

Renata Ananias


Diferente de uma consulta ao dentista, dessa vez as pessoas escolheram em ouvir o barulho arrepiante do motorzinho. É bem difícil andar pelas ruas e não encontrar alguém rabiscado, ou seja tatuado. Uma borboletinha, um tribal, um nome, não importa, a profissionalização deve prevalecer em relação à escolha do desenho.


“Tive indicações de amigos, mas fui conferir antes o estúdio, visitei mais ou menos 4 até escolher um que achei mais higiênico” comenta a estudante de engenharia Carina Fernandes. Ao contrário da estudante, há pessoas que colocam em primeiro plano o quanto vão gastar e dão preferência aos chamados ‘tatuadores de fundo de quintal’. “Praticamente toda semana recebo alguém para arrumar o desenho feito por algum tatuador falso, mais difícil do que acertar o borrão é fazer a pessoa correr atrás de exames.” explica o tatuador Gleyson Jalhes.

É com a finalidade de extinguir os tatuadores de fundo de quintal e os métodos duvidos por estes aplicados que desde o primeiro semestre desse ano a ANVISA estabeleceu a fiscalização dos estúdios de tatuagem, a fim de adequar estes as regras de higiene e de burocracia prevenindo a Hepatite C, HIV e certificando se o local possui alvará para estar ativo. A coordenadora da vigilância sanitária de Campinas Marcia Beltrameli comenta que em Campinas os estúdios seguem de acordo com as normas, mas dá algumas dicas para quem está interessado em fazer uma tatuagem: ‘Recomenda-se que a pessoa veja se há licença na vigilância sanitária, se o profissional usa todo o material descartável e se principalmente se aquela tinta de tatuagem é usado em batoques individuais”. Segundo a coordenadora, o estúdio está sujeito a advertência, multa ou lacração caso cometa alguma infração.

Outra novidade foi a exigência do uso exclusivo de tintas e aparelhos com o selo da ANVISA, por causa dos matérias pesados que estas continham “O problema é o monopólio que acontece em relação as tintas e aparelhos, já que agora há apenas um distribuidor” comenta o tatuador Selva. O ambiente também deve seguir certas normas como possuir uma sala de recepção, sala de procedimento para o atendimento individual  sendo permitido atendimento simultâneo, desde  que, respeitado o distanciamento de 1 metro entre os procedimentos e  boas condições de iluminação e ventilação .

Assista o trecho da entrevista com o tatuador Selva