quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Emdec estuda melhorias para o sistema cicloviário de Campinas

Bruno Dias

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) tem projeto para implantação de 48,5 quilômetros de faixas exclusivas para tráfego de ciclistas. Atualmente a cidade conta com 15,7 quilômetros de ciclofaixas, que são delimitadas nos cantos de ruas e avenidas, e quatro quilômetros de ciclovias, que geralmente são construídas sobre calçadas ou canteiros, mais afastadas dos carros.

As Secretarias de Planejamento e a do Meio Ambiente indicaram os locais e a Emdec, após estudo de viabilidade, elaborou o projeto de implantação para os Corredores Campo Grande e Outro Verde, o antigo leito do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), Avenida Comendador Aladino Selmi, além dos distritos de Sousas e Barão Geraldo.

Além do sistema cicloviário, o município conta com bicicletrários para alugar bicicletas a R$ 2,00 a hora. Elas estão localizadas nas Estações de Transferência Sousas e Amarais, no Terminal Vila União e na Estação Parque Prado. Há ainda previsão para novos locais, como o Terminal Barão Geraldo e nas garagens subterrâneas da Prefeitura, do Rosário e do Mercado Municipal.

Críticas

Os bicicletrários são uma boa medida para incentivar a bicicleta como meio de transporte, mas estão mal localizados, segundo Eduardo Feliciano Sans Gomez, cicloativista e colaborador do Domingueiras Bike: “Não adianta colocar o bicicletário cercado de avenidas movimentadas”. Também enfatiza que os motoristas não foram educados para dividir o espaço com ciclistas.

Para o organizador do grupo Ecos Bikers Vagner dos Santos, as ciclovias, especialmente as de Barão Geraldo, não tem muita utilidade por terem sido mal planejadas. “Foram feitas sem sinalização e sem consultar quem usa a bicicleta como meio de transporte. É para inglês ver”, afirma. Santos está esperançoso com o novo projeto, já que os funcionários da Emdec que faziam o planejamento da ampliação da ciclorrede do distrito chegaram a consultá-lo. “Barão Geraldo tem tudo para dar suporte para os estudantes andarem de bicicleta. É um lugar com trânsito calmo. Seria interessante dar uma estrutura maior agora, porque depois que vem o crescimento fica difícil mexer no que foi feito”, analisa Santos.

video

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Além da poltrona: cinéfilos buscam cursos de curta duração para produzir filmes

Gabrielle Adabo

Ir além da posição de mero espectador e construir a cena. Esse desejo tem levado muitos amantes do cinema a buscar cursos de curta duração como maneira de se iniciar no universo da produção cinematográfica.

É o caso da recepcionista Francine Peixoto Pivaro, que buscou um curso cinema de curta duração no MIS (Museu da Imagem e do Som) em Campinas. O curso tem duração de seis meses, ao final os alunos produzem um curta metragem a partir de roteiro desenvolvido por eles durante o curso. Francine diz que deseja trabalhar na área do cinema e que vê o curso como uma forma de ingressar no mercado de trabalho: “O certificado que o curso fornece com certeza irá auxiliar no currículo para ingressar na área”, conta.

Rafael Luis Borgonove, estudante de comunicação e comerciante, também é aluno do curso oferecido pelo MIS. “Sempre fui apaixonado por cinema e pretendo trabalhar na área. O curso proporciona a oportunidade de estar envolvido com pessoas que gostam de cinema. Nós fazemos muitos contatos e aprende muita coisa nova, coisas que contam pontos na nossa profissão”, diz. Rafael buscou o curso como um complemento para a universidade de Rádio e TV que cursa no momento. Francine e Rafael pretendem inscrever o curta-metragem produzido ao final do curso em festivais do gênero.

Já o jornalista Marcos Morelli buscou um curso com duração de três meses na Academia Internacional de Cinema na cidade de São Paulo. “Procurei a formação por lá já que aqui na região Paulínia não oferece isso, mesmo sendo um Pólo Cinematográfico”, conta. Marcos relata o que o atraiu para a área cinematográfica: “Depois de ter feito jornalismo e trabalhar em TV, busco algo diferente na área de vídeo. O jornalismo limita você a reproduzir a realidade. O cinema permite que você venda sonhos, idéias”.

Os cursos de cinema de curta duração permitem ao aluno ter acesso a um conhecimento inicial sobre a forma de fazer cinema, com base em teorias sobre a história do cinema, a elaboração de roteiro, conceitos básicos de direção, por exemplo, além de permitir a prática da produção. O material resultante do trabalho final dos cursos pode ser o primeiro passo para ingressar na carreira.

De acordo com o professor Luiz Andreguetto, que já ministro diversos cursos de cinema de curta duração em Campinas e que atualmente oferece curso no MIS, “apesar de a realização de um filme ser muito complexa, os alunos têm a oportunidade de visualizar, de uma maneira micro e resumida, o quanto de estrutura fisica e de equipamentos, logística, comprometimento e trabalho em equipe são necessários para a realização de um filme”. Para ele, “os cursos de curta duração são importantes para que as pessoas, de diferenças áreas e vivência, possam ter um primeiro contato mais técnico em relação a imagem cinematográfica, permitindo assim a construção de um novo olhar em relação a essas imagens, como elas são formadas, apresentadas e recebidas pelo espectador”.

A professora Cristina Muller, que também ministra o curso de cinema no MIS, diz ver vantagens aos alunos nos cursos de cinema de curta duração: “os alunos tem a oportunidade de inicair a produção cinematográfica através do curso, de forma rápida e não tão aprofundada, mas conseguem viver uma experiência de set de filmagem, que é uma experiência bastante intensa e única.” “Os cursos de curta duração são uma forma das pessoas entrarem em contato com um novo assunto e de conhecer pessoas de diferentes áreas que tem este mesmo interesse”, completa Cristina.

Locais onde encontrar cursos de cinema de curta duração:

Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas: Palácio dos Azulejos - Rua Regente Feijó, 859 - Centro. Telefone: (19) 3733-8800

Academia Internacional de Cinema: Rua Dr. Gabriel dos Santos, 142, Higienópolis - São Paulo - SP. Telefone: (11) 3826 7883. E-mail: info@aicinema.com.br

Assista ao vídeo

O estudante Guilherme Barreto, aluno do curso oferecido pelo MIS, relata quais os elementos e etapas necessários para elaborar um roteiro de cinema.


video

Livro agrada ponte pretanos e bugrinos

Por Luís Felipe Magalhães

O livro A Maldição dos Eternos Domingos sem Derby, do jornalista, professor e escritor Luiz Roberto Saviani Rey, lançado no dia 16 de novembro no Tonico’s Boteco, anda agradando gregos e troianos, ou melhor, bugrinos e ponte pretanos. Muito além do futebol, o livro também retrata a força agregadora do futebol pode ter, a união familiar em torno de um clube, sendo uma ficção embasada pela realidade, e está agradando as duas torcidas.

É o caso de Romeu Motta, torcedor fanático do bugre. Segundo Motta, o livro retrata com isenção a paixão fanática de ambas as torcidas. “É um livro muito bom, recomendo”, completa o estudante de administração. O ponte pretano Fábio Gimenez acredita que além do que Motta ressaltou, o livro é interessante por mostrar uma rivalidade saudável, diferentemente dos dias atuais. “Hoje a rivalidade é confundida com a violência, aqueles tempo deixaram saudades”, afirma Gimenez.

Mesmo sendo bugrino, o autor revela que escreveu o livro com total isenção, ressaltando os valores familiares e a rivalidade local. “É um livro embasado na realidade, em uma época em que a rivalidade era muito mais complexa e decente do que nos dias atuais”, completa Saviani.

A Maldição dos Eternos Domingos sem Derby foi inspirado em diversos artigos publicados no Correio Popular escritos pelo próprio Saviani no final da década de 80. “O livro é muito interessante, pois ele faz o leitor reviver a época em que Campinas respirava futebol. Os campineiros eram Guarani ou eram Ponte Preta.”, conta o autor.

por Danielle Vergueiro

video

A partir do ano que vem, alguns bairros da cidade de Campinas poderão contar com a instalação de novas câmeras de monitoramento. Entre eles, estão inclusos os distritos de Barão Geraldo e Sousas. Além disso, haverá a contratação de serviço de manutenção das câmeras já existentes e de um software de gerenciamento de ocorrências que integra outros orgãos municipais. A nova medida da Secretaria de Segurança Pública foi tomada devido o alto índice de reclamações em relação ao aumento da criminalidade nessas regiões.

A equipe responsável pela instalação e manutenção desse sistema é a CIMCamp (Central Integrada de Monitoramento de Campinas), um espaço composto por cinco orgãos da administração municipal. A Guarda Municipal, a Defesa Civil, a Emdec, o SAMU e a Setec, de forma integrada, agem preventivamente diante da detecção de ocorrências, com o acionamento dos agentes de campo das áreas envolvidas.

A CIMCamp planeja ainda a criação de um software que será um modelo de gestão integrada. "Esse software permitirá a melhoria nas operações diárias através do compartilhamento de informações e procedimentos entre todos os orgãos presentes, com planos de respostas estruturados para os diversos tipos de ocorrências", conta Carlo Moneda, assessor da CIMCamp.

Em uma pré-entrevista, comerciantes e moradores apoiam a instauração de mais câmeras pela cidade. "Eu acredito que as câmeras tanto ajudam para solucionar problemas como acidentes como para a inibição de marginais", diz Agnaldo dos Santos, gerente comercial.

Segundo dados da CIMCamp, a implantação de equipamentos de monitoramento com câmeras em locais com históricos de ocorrências permitiu um acompanhamento mais intensivo empregando ações de maneira mais ágil e eficiente, podendo agir ainda de forma preventiva e corretiva. "No Terminal Mercado, por exemplo, houve 70% de diminuição do vandalismo", explica Moneda. Para ele, a estrutura instalada em funcionamento coíbe ações rotineiras de desordem.

Cursos diferenciados garantem atualização para o mercado de trabalho

por Thais Colacino

O mercado de trabalho e a atribulação do dia-a-dia exigem cada vez mais das pessoas. É necessário não só a graduação, mas cursos de digitação e informática básica, inglês e possivelmente uma segunda língua.

Realizar um curso técnico pode parecer uma solução, mas já é algo comum entre os candidatos, que fazem de tudo para se diferenciarem. Porém, algo que as empresas mais buscam não é ensinado em cursos: convivência com as pessoas.

Mais do que saber convencer os outros, saber respeitá-los e viver com diferenças são atributos desejados em um mundo globalizado. Cursos alternativos e menos individualizados podem ser a resposta para aqueles que desejam aprender algo novo e melhorar a relação intra e interpessoal.

No centro de Campinas funciona o Núcleo Cultural AlquimiA, um espaço cheio de verde que proporciona diversos cursos, entre os quais desenho, cerâmica e ioga. “Nós queríamos montar um oásis em meio ao caos” revela um dos idealizadores do Núcleo, Márcio Spezi.

Apesar do curso de desenho ser direcionado para quem pretende seguir carreira na arquitetura, muitos fazem por hobby, como é o caso da estudante Caroline Manhani, de 15 anos. “Gosto de desenhar porque sou “estouradinha” e assim me acalmo”, conta. Nelson Ribeiro, 50 anos, é despachante aduaneiro da alfândega, e desenha há dois anos. “Faço por hobby, e desde que comecei, meus problemas de timidez diminuíram bastante, pois desenhar traz segurança, deixa mais a vontade”, afirma.

Fábio de Bittencourt, professor de desenho do Núcleo e mestre em artes visuais, acredita que a prática trabalha um lado do cérebro que exige sensibilidade e que devido ao contato com outras pessoas, proporciona uma melhora nas relações interpessoais.

“Tenho uma aluna com problemas psicológicos, mas que quando vem para a aula e desenha, consegue se socializar, fica mais calma e até alegre”, afirma.

Reiki

Para conseguir se relacionar com os outros, é preciso estar bem consigo mesmo. Para tanto, muitas pessoas recorrem ao Reiki, terapia que se baseia na canalização de energia através da imposição das mãos para proporcionar o equilíbrio, seja mental, espiritual ou físico.

“As pessoas sentem o Reiki funcionando, pois alivia as tensões, o stress, deixando a pessoa relaxada e equilibrada. O propósito do curso é o auto-atendimento, que também se espalha para a família e amigos do aluno” afirma a terapeuta Sônia Arendt, 50 anos, do Núcleo de Reiki e Terapias Complementares.

Apesar de parecer alternativa, a técnica é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e pelas leis trabalhistas, o que atrai alunos que procuram novas formas de tratamento e podem até ganhar a vida com a terapia. “O núcleo foi montado há oito anos, comigo e mais cinco terapeutas. Desde então, já formamos mil alunos, sendo que a única propaganda é o boca-a-boca”, diz Sônia, que além do Núcleo, dá aulas no SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Administração Regional no Estado de São Paulo). 

Auriculoterapia

Outra terapia que pode ser utilizada tanto no praticante quanto em outros é a auriculoterapia, que acha os pontos nas orelhas que correspondem a partes do corpo, e os estimula com pequenos objetos circulares (como sementes ou agulhas) para aliviar dor e tensão.

“Se essa técnica fosse mais difundida, muitas pessoas deixariam de comprar tantos remédios para tratar dores” afirma o professor e fisioterapeuta Thiago Nishida, da Clínica Vida Terapia.

A técnica surgiu a partir de estudos do médico francês Paul Nogier, que notou que pacientes que tinham certa parte da orelha cauterizada não sentiam dores no ciático. Assim, percebeu que o desenho da orelha muito se assemelhava à um feto deitado de ponta cabeça, e que os pontos da orelha correspondiam aos pontos do corpo humano ao contrário. O ponto cauterizado correspondia à região lombar.

Pressionados, os pontos aliviam o estresse e a dor, como foi o caso do estudante Luiz Felipe Morelli, que começou a fazer o curso por curiosidade, mas depois teve rompimento completo do ligamento cruzado anterior no joelho. Nishida colocou algumas sementes em alguns pontos, e Morelli conta o resultado: “Sinto um pouco mais de confiança para andar, para dobrar o joelho, e a dor diminuiu um pouco também”, afirma.

Os alunos do curso têm diferentes razões para fazê-lo, mas alguns são fisioterapeuta sque buscam diversificar o trabalho. “É mais um recurso para a fisioterapia, para o tratamento da dor”, diz Maurício Gut. “É um diferencial no atendimento de crianças e adultos”, afirma a fisioterapeuta Michelle Pereira.

Mesmo que uma pessoa já esteja no mercado de trabalho, existe a constante pressão para ela não ficar ultrapassada. “Mesmo sendo formado e tendo um negócio próprio, faço um curso do ano para não ficar por fora do mercado”, afirma Nishida.


video 

Informações dos cursos:

Núcleo Cultural AlquimiA – tel.: 3233.0387
        Cursos: Teatro de bonecos, Teatro, Cerâmica, Dança do Ventre, Violão, Teclado, Desenho,  Pintura,  Dança de Salão, Yoga, Bonsai, Inglês, Espanhol, Francês e Italiano. 

Núcleo de Reiki e Terapias Complementares – tel. 3231.2287
        Cursos: Reiki, Shiatsu, Shantala, Essências Florais e Vibracionais “Luz de Kwan Yin”

Clínica Vida Terapia – tel.: 3029.0714
       Cursos: Shiatsu, Massagem Anti-stress, Auriculoterapia, Quick Massage, Auriculoterapia para Podologia.

domingo, 21 de novembro de 2010

Sistema Circulatório é tema de exposição

Por Paula Rocha

A mostra Vias do Coração, que já acontece desde o dia 10 de novembro, fica exposta no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes até o próximo dia 26. A exposição une tecnologia e interatividade para mostrar o sistema circulatório humano.

Por meio de jogos eletrônicos, vídeos em 3D e atividades monitoradas, a mostra explora várias linguagens para levar o público a conhecer e entender melhor a saúde cardíaca. Para a dona de casa e visitante da exposição, Andressa Marques, "conhecer as doenças do coração é importante para cuidar da saúde".

A estrutura tem sete estações, nas quais os visitantes recebem informações sobre anatomia, o funcionamento do coração e o sangue. Diabetes e dengue também são temas da exposição e todo conteúdo é ilustrado com painéis e monitores.

A exposição faz parte do projeto Ciência Móvel – Vida e Saúde para Todos, um museu itinerante desenvolvido pelo Museu da Vida, a Fundação Oswaldo Cruz e a Fundação Cecierj, que juntos e em parceria com a Prefeitura de Campinas e a Sanofi-Aventis trouxeram a mostra para a cidade.

SERVIÇO
Exposição Vias do Coração
Onde: Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes - Galeria C - Praça Imprensa Fluminense - Cambuí
Quando: até 26 de novembro
Horário: de 4ª a 6ª, das 10h às 18h – sábados e domingos das 10h às 13h
En
trada: gratuita

video

sábado, 20 de novembro de 2010

Exposição de painéis presta homenagem a Zumbi dos Palmares

Cauê Mota

Cerca de Vinte e sete painéis distribuidos pelo salão do Centro Campineiro da Memória Afro-brasileira retratam a exposição “Trajetória de Zumbi dos Palmares – a presença da resistência negra na construção de Campinas e do Brasil”.

A exposição foi aberta ao público na manhã desta sexta-feira, com a finalidade de celebrar o dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de Novembro.

Para o coordenador da Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial , Benê Paulino, comemorar o mês da consciência negra com essa nova exposição é um orgulho. “Foi de uma felicidade muito grande trazer para Centro Campineiro da Memória Afro-brasileira um trabalho tão importante, para queos visitantes tenham acesso ao conhecimento da participação do negro na formação da cidade”, disse Benê.

O historiador, Américo Baptista Villela, responsável pelo trabalho de pesquisa apresentado na mostra, ressalta a importância da raça negra na construção da identidade cultural do Brasil: "O momento serve como conscientização e reflexão sobre o papel do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos e por isso é muito justa essa homenagem.."


Exposição


A mostra “Trajetória de Zumbi e a presença da resistência negra na construção de Campinas e do Brasil” apresenta 27 painéis com fotos, textos e imagens, que buscam recuperar uma parcela do passado, com uma reflexão sobre o papel que a escravidão e a resistência exerceu na formação do país"

Benê Paulino destaca ainda que a exposição busca incentivar uma reflexão do movimento negro e sua influência na construção de Campinas.

Zumbi, mais do que um herói ou peronagem único, representa os escravos fugidos que ainda aguarda reconhecimento, bem como uma infinidade de homens e mulheres anônimos que lutam e trabalham pela liberdade e pela igualdade”.

A exposição permanece aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas, até o dia 29 de dezembro, no Centro Campineiro da Memória Afro-brasileira. O centro fica na Rua Visconde do Rio Branco, 427, no Centro da cidade.

Projeto "Grandes Chefs pela solidariedade" é a aposta da ADACAMP para 2011


Carolina Romariz

Com o intuito de levar as pessoas para conhecer o espaço físico e acompanhar mais de perto o trabalho dos profissionais da ADACAMP (Associação para o desenvolvimento dos autistas em Campinas), uma das Diretoras da Instituição, Isabel Camargo Lima teve a idéia de realizar um evento gastronômico que ganha vida em 2011 “ A gente queria minimizar os custos com os eventos que até então eram feitos fora da instituição. Eventos estes que ajudam a divulgar, aumentar parceiros e arrecadar recursos para nossos projetos. Foi então que tive um estalo e me veio a idéia de trazer os chefs de Campinas e Região” explica.

É na tentativa de ajudar que 13 dos mais conhecidos profissionais do circuito gastronômico de Campinas entre eles, Luciano Antonello, Alexandre Armani, Daniel Valay, Keka, Bucha e Théo Medeiros, irão se dividir em grupos e bimestralmente(nas segundas terças-feiras dos meses) darão aulas com menu completo (entrada, prato principal e sobremesa). "É muito gratificante poder participar de um evento como este e poder fazer o que a gente sabe e em troca ajudar as pessoas" afirma Théo Medeiros. O "Grandes Chefs pela Solidariedade" que tem início em fevereiro de 2011 se estende até outubro.

O valor do evento irá variar de 70 a 90 reais dependendo do cardápio escolhido pelos profissionais. A atividade é aberta a todo o público que inclusive irá prestigiar atrações musicais dos alunos.

Para comemorar esta iniciativa no próximo dia 30 um coquetel de lançamento acontecerá onde serão apresentados detalhes da campanha e o público poderá degustar petiscos preparados pelos chefs participantes. A festa que acontecerá na instituição tem início às 20hs e o valor de entrada é de 50 reais. Toda a verda será inteiramente revertida para a ADACAMP.


Serviço:

ADACAMP


Rua Padre Francisco de Abreu Sampaio, 349

Parque Itália- Campinas/SP

Coquetel de lançamento "Grandes Chefs pela Solidariedade"

30/11/2010

20hs

Convite: 50 reais

Telefones: (019)3272-7889

(019)3272-9179



--

Nada de Lan House, a moda agora é Game Lounge

Carolina Romariz


video

Pelo menos em cada dois meses surge, no Brasil, uma novidade para o setor dos games. Na era de ascensão da tecnologia, fica difícil principalmente financeiramente, para muitos, acompanhar todas as atrações que o mercado apresenta. Por isso, a paixão pelo mundo dos jogos interativos e o desejo de torná-los acessíveis ao maior número de campineiros adeptos à esta diversão fez com que Raquel e Raoni Klemz se inspirassem em um modelo americano de casas de jogos, um espaço conhecido por "game lounge". Neste espaço, recém inaugurado no Cambuí (Playofflive), estão dispostos os mais variados aparelhos de videogames e acessórios todos instalados em televisões de alta definição. "A princípio a idéia era investir nesses materiais e ao invés de montar um espaço físico, alugar para festas e confraternizações. Depois achamos que seria viável montar toda essa estrutura e receber as pessoas por aqui" explica Raquel.

Em cada ambiente por lá espalhado, o jogador tem a chance experimentar sensações que mesmo virtualmente, chegam próximo a realidade. Ao entrar em um carro de corrida, o estudante Hugo Maciel de 16 anos afirma que se sente um grande piloto "Entro aqui e acho que sou piloto de verdade. Sempre escolho o Felipe Massa porque é brasileiro, a única diferença é que eu dou melhores resultados a ele".

Além do viés da diversão, o espaço, segundo a psicóloga Marina Alves, pode ser um alívio, se frequentado moderadamente, para um problema que incomoda grande parte dos pais: a alienação e a falta de desenvolvimento social "As crianças e os adolescentes, os meninos em sua maioria, tendem a se fechar em frente as telas de videogame e dos computadores o que muitas vezes pode afetar o meio de convívio, um lugar como este pode proporcionar uma forma de interação social, colocando essas pessoas em contato com possíveis amigos que inclusive gostam das mesmas coisas".

Este contato é também estimulado pelos proprietários do lugar que desde a abertura, promovem uma vez por mês campeonatos para os frequentadores. "Eu espero chegar o campeonato e quando termina eu já pergunto o jogo do próximo, quando eles me contam eu já corro para casa e vou treinar", conta Maciel. As competições acabam virando brincadeira e geram uma disputa saudável entre os jogadores e se estende pelas redes sociais da loja, onde é possível acompanhar também dicas, lançamentos e novidades deste mercado. Entre os que passam pela Playoff Live a faixa etária varia de 16 a 30 anos.

Cresce a procura de meninas para o projeto au pair

Marina Leme

O mercado de intercâmbio sempre foi procurado pelos jovens estudantes que buscam ampliar seu aprendizado, com novas culturas, línguas e costumes. Viajar para fora do Brasil já é uma opção cara, morar é ainda mais difícil, mas há uma opção para aquelas meninas que querem trabalhar e ao mesmo tempo estudar, sem gastar muito dinheiro. A função é ser babá, cuidando de crianças com qualquer faixa etária, e morando junto com a família. O serviço existe no Brasil desde 1996, e a expectativa é de que esse mercado cresça entre 10% e 20% no final de 2010, apesar da retração econômica no país norte-americano, dizem especialistas do setor.

A procura de países é bem variada, mas prevalecem Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Austrália. Para a consultora Lea Inhauser da agência STB de Campinas, o intercâmbio é um aprendizado que pode se levar para a vida toda. “Quando as meninas estão fora de seu círculo familiar, sua vida cotidiana, o termo ‘ter que se virar’ vem a tona, passando a enxergar o mundo de outra forma, obtendo sua liberdade com responsabilidade.”

Meninas como Ana Bonfanti, procuram por essa oportunidade para um crescimento pessoal. “Conviver com outras culturas nos traz mais destreza, mais consciência do respeito às diferenças, alcançando mais sucesso profissional e pessoal.”

Ariane Morelli consultora da CI e Betina Fenzl da Experimento, relatam que o aumento da procura geralmente acontece no final do ano, começando pelo mês de novembro, e o tempo médio de espera entre o dia em que a decisão de viajar foi tomada até os papéis ficarem prontos é de seis meses. “As agências contam que demora por volta de três meses para uma família escolher a au pair. Nesse tempo elas analisam fotos, conversam por e-mail, telefone e webcam com a candidata, para estarem seguras de fazer a opção correta.”diz Ariane.

Quando as jovens chegam ao país destinado, encontram suas hosts (mãe da criança) e começam sua rotina como babá. Kristin Turza Campbell nasceu em Virgínia e desde criança tem a experiência com au pair. “Quando eu era crianca tive uma au pair que cuidava de mim e da minha irmã em Washington DC, ela era do Equador e se tornou uma pessoa da família. Falava espanhol com a gente e acho que isso ajudou meu desenvolvimento e aprendizado em outras linguagens.” Agora adulta, Kristin buscou uma au pair para cuidar de seu bebê com 9 meses de idade. “As babás além de ajudar, me ensinam coisas de seus respectivos países, desde outra cultura, costumes, visão do mundo até comidas e celebrações típicas.”


A Bolívia Paulistana

Beatriz Reda

Segundo dados da Agencia Brasil, estima-se que 200 mil bolivianos vivam em São Paulo. Em busca de emprego e salário melhor eles deixam seu país para trabalhar até 17 horas por dia. Para muitos é uma oportunidade de dar uma vida mais digna à sua família. Para outros é apenas um trabalho temporário e assim que reservarem uma boa quantia, eles voltam para a Bolívia.

Em São Paulo parte dos imigrantes bolivianos se encontra aos domingos na feira organizada por eles. São roupas, comidas e música típicas de sua cultura vendidas em barracas coloridas. É a Feira Boliviana, localizada na Praça Kantuta no bairro do Pari, onde famílias podem matar um pouco da saudade mesmo que seja por algumas horas.

O comerciante Juan Perez, que possui uma barraca com comidas típicas, conta que vive no Brasil há 42 anos, veio a passeio e decidiu ficar. "Gosto muito daqui, já me acostumei com a cultura brasileira, não pretendo voltar para a Bolívia." Ele que ainda possui um sotaque espanhol, trabalha durante a semana como pedreiro, mas aos domingos não deixa de montar seu espaço na pracinha. "Eu e minha esposa trazemos os produtos diretamente da Bolívia, algumas vezes de avião outras de ônibus," comenta Perez.

Próximo dali e dono de uma barraca de sucos com sabores diferenciados, Don Julio, como é chamado, vive no Brasil há 10 anos. "Gosto de tudo no Brasil, é o país da oportunidade." Aqui ele conseguiu trabalho e pôde fazer uma poupança decidido voltar para a Bolívia no futuro próximo. Mas mesmo com tantos elogios ele não deixa de criticar alguns problemas do nosso país. "A corrupção é absurda, o Brasil não merece a política que tem, a Bolívia tem muitos problemas, mas é diferente daqui, lá as leis funcionam, existe mais justiça."

Indignado com a educação na escola que seu filho freqüenta, Julio pretende voltar para seu país no ano que vem, para que o filho possa fazer a faculdade lá. "Os professores daqui, não têm autoridade, existe um desrespeito muito grande dos alunos." Durante a semana ele trabalha em uma empresa têxtil e para o final do ano já programou as férias em La Paz.

Quando foi criada, a feira ficava em outro local da cidade. A Prefeitura então conversou com os responsáveis por ela e juntos decidiram levá-la para o atual endereço. Os moradores do bairro mostraram-se incomodados com o barulho e outros transtornos decorrentes do movimento.

Hoje todos estes imigrantes compartilham um pouco de sua história e enxergam no Brasil a esperança que não tinham em seu país.

Serviço: Feira Boliviana em São Paulo
Domingo: 11h às 19h
Local: Rua Pedro Vicente, bairro do Pari - São Paulo


video

"Pão é essencial à saude", garante nutricionista

Ana Paula Bastos



Em entrevista a revista Proceedings of the National Academy of Sciences a cientista italiana, Laura Longo, afirmou que o pão existe desde a Era Paleolítica há 30 mil anos. O formato e o gosto não são iguais ao pão de hoje, eram grãos de amido encontrado em pedras de moinho, achatado e quebradiço como uma bolacha e faziam bem à saúde da população como faz até hoje.

A nutricionista Isabela Rodrigues, garante que ingerir pães é essencial à saúde “Ele atua nos lipídios do sangue, na pressão arterial, metabolismo da glicose no trânsito intestinal, enfim, é um alimento funcional”, explica a nutricionista. É uma fonte de carboidrato ideal para os lanches saudáveis por não engordar, dependendo do seu recheio.

Além dos benefícios á saúde o pão já é uma tradição nas famílias brasileiras, para a dona de casa Maria Luiza Aparecida, o alimento mudou sua forma de ver as coisas “ Antigamente minha avó tinha um fogão à lenha e usava para fazer o pão caseiro, aquele cheiro se expandia por toda a casa e fazia com que a família toda se reunisse a mesa. Além de sempre ouvir dos mais velhos que ele faz um bem danado”, diz Luiza.

Passado 50 anos ela permaneceu com essa imagem na cabeça e a trás consigo até hoje “Faço questão de todo fim de semana de manhã comprar um pãozinho quente e tomar café com meus filhos e marido, espero sinceramente que isso se passe de geração a geração” complementa.


Hoje em dia as padarias dispõe de até 26 tipos de pães, porém, a nutricionista alerta que o melhor ainda é o pão caseiro, artesanal, rústico. Mas como a correria do cotidiano emplaca essa prática opte pelo integral, mais digestível que o branco. " O pão é um alimento tão delicioso e saudável quanto assustador. Não é a toa que ele fez parte da trilogia mediterrânea: pão, azeite e vinho. É a nossa principal fonte de energia", finaliza Isabela Rodrigues.



Horário de Verão traz benefícios às pessoas

Por Beatriz Gimenez

Algumas pessoas questionam se todo o esforço é válido nos horários de verão. A CPFL Paulista afirma que sim, a economia parece ser pouca, mas é o suficiente para diminuir os riscos de segurança. Segundo o gerente da Regional Sudeste da CPFL Paulista, Edson Amaral Jr, “se todas as regiões do país que utilizam o horário de verão contribuir nesse período, a economia é equivalente ao que se gasta em uma cidade como Campinas, de mais de um milhão de habitantes, durante nove dias”.

O maior problema para as empresas e para a população é a mudança de rotina. Alguns acordam mais cedo, ainda na madrugada, outros, preferem aproveitar mais o dia. É o caso da dona da banca Jasmim, Maria Aparecida Silveira, que com o novo horário, abre a banca ás 5 da manhã, e ainda está escuro. “O lado bom da mudança de horário, é que posso ficar até mais tarde e ainda está claro” afirma Silveira.

Já nas academias, o horário de verão é ótimo para atrair novos clientes. Segundo o professor de musculação, da academia Extreme, Ronan Pavani, “as pessoas querem malhar apenas quando é verão, pois começam a se preocupar em mostrar o corpo, e precisam estar em forma para isso. Além disso, no horário de verão as pessoas acordam mais cedo, com mais disposição, então elas cuidam do corpo logo cedo e depois vão trabalhar”.

Para o fotógrafo, Raul Pereira, que prefere trabalhar durante o dia, a luz natural faz toda diferença na hora de tirar uma boa foto.

video

Edson Amaral ainda explica: “a preocupação do horário de verão é não deixar ocorrer sobrecargas e diminuir os riscos de blecautes na época mais quente no ano”. No verão, cresce muito o uso de equipamentos de refrigeração, ar condicionado e ventilação, cujo funcionamento despende da energia.

Com os dias mais longos, é possível reduzir o consumo de energia elétrica e diminuir o consumo no horário de pico, das 18 às 21 horas. O sistema implantado no Brasil há 26 anos, abrange as regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Distrito Federal. Este ano, o horário de verão se estenderá até a meia-noite do dia 20 de fevereiro de 2011, no total de 126 dias de melhorias para o país.

Casa do lago da Unicamp recebe a exposição de arte “Todo dia é dia”


Por Beatriz Gonçalves

Comer uma pizza, ler um livro, passear na praça ou comprar um jornal, cenas comuns, que podem passar despercebidas na correria do dia a dia. São momentos cotidianos como estes que inspiraram o artista Filipi Lilla na exposição “Todo dia é dia”, que será apresentada entre os dias 30 de novembro e 10 de dezembro de 2010, na Casa do Lago da Unicamp.

Com cores fortes e contrastantes, a exibição reúne as obras mais recentes do artista maranhense, que desde 2009 passou a apostar na técnica do acrílico sobre tela, ao invés do óleo sobre tela, que utilizada no início da carreira. Além disso, a mostra busca levar ao público a idéia de que todo dia é dia de se fazer o que quiser. “Cada um tem a decisão de fazer com que seu dia seja legal ou chato. Todo dia é uma página em branco que você pode fazer acontecer e fazer com que seu dia seja bom”, afirma Lilla.


As cenas retratadas nas obras fazem alusão a fatos simples e que trazem sentimentos bons para quem as observa. As principais paisagens retratadas por Filipi Lilla são os arredores de Barão Geraldo, distrito de Campinas, cenário da exposição e local onde reside atualmente o artista. “Eu gosto muito da paisagem de Barão, é um lugar bem descontraído e aberto a todo tipo de expressão. Realizar uma exposição aqui é muito interessante, porque o público de Barão vai se identificar com as minhas obras”, diz Filipi Lilla.


A exibição marca a primeira exposição individual do artista nesta nova fase criativa e tem por objetivo, além da divulgação do trabalho, receber um feedback do público em relação às obras. Este é mais um desafio a ser enfrentado na carreira do artista, que se diz ansioso em saber a opinião das pessoas sobre os quadros. “É uma exposição que faz parte de um desafio pessoal. Quero ver a reação das pessoas em relação aos meus quadros”.

Serviço:
O que: Exposição de arte “Todo dia é dia”.
Onde: Casa do Lago da Unicamp – (Rua Érico Veríssimo, s/n – Cidade Universitária Zeferino Vaz – Barão Geraldo – Campinas/SP).
Quando: de 30/11 a 10/12/2010.
Quanto: Entrada franca.


Entrevista Ping Pong com Filipi Lilla

video

Redes sociais e blogs na educação?

Por Bruna Villar

Em uma era em que a internet se transformou em um dos principais meios de comunicação e informação, não há quem nunca acessou ou faz parte de um blog ou rede social.

De acordo com dados levantados pelo Instituto Ibope Nielsen ( Ibope Nielsen Online), os brasileiros são os que mais acessam redes sociais e blogs em todo mundo. Com cerca de 86% dos usuários da internet que fazem parte do Orkut, Twitter e Facebook, ou da rede dos blogs, o Brasil ultrapassa os italianos (77%), espanhóis (78%) e até mesmo os Estados Unidos (62%).

Apesar das redes sociais e dos blogs reunirem pessoas de todas as faixas etárias, a maioria dos acessos é feito por jovens. Dessa forma, é comum nas escolas o uso das redes sociais e dos blogs pelos alunos. O aluno do terceiro ano do Ensino Médio da escola Estadual Professor Gabriel Pozzi em Limeira, Daniel Arnosti, diz que possui Facebook e acompanha vários blogs. Para ele, estas novas formas de relacionamento e comunicação são fáceis de acessar e têm, entre outras vantagens a possibilidade de fazer novas amizades e aumentar o conhecimento sobre diversos assuntos.

Mas, para Daniel, na educação essas ferramentas ainda não representam uma nova possibilidade de unir ensino e entretenimento. " A linguagem é precária e muitas vezes acaba até prejudicando o estudante que utiliza muito esses meios, pois ele transpõe o que escreve na internet para o papel", afirma.

INICIATIVA DA ESCOLA
Como forma de se adaptar à essa realidade das relações virtuais, a escola Estadual Professor Gabriel Pozzi em Limeira, desenvolveu um blog com a intenção de divulgar assuntos referentes a escola, além de incentivar a leitura e a informação através da publicação de pensamentos e poemas

O responsável pela atualização do blog, Fernando Prates de Sousa, afirma que o foco do trabalho é publicar reportagens com conteúdo voltado aos alunos de modo com que o acesso à internet se torne mais uma ferramenta para a educação e acrescenta que além do blog, a escola possui uma comunidade no Orkut, em que os alunos podem fazer parte a fim de conhecer um pouco mais sobre a escola e ter o acesso e conhecimento do blog.

O aluno do primeiro ano do Ensino Médio, Paulo Oliveira, afirma que sempre acompanha o blog da escola e que por ele passou a conhecer poemas que nunca tinha tido a oportunidade de ler. Para ele, ainda falta um preparo dos professores e até mesmo da escola para incorporar essas novas ferramentas ao estudo.

"Uso de redes sociais e blogs pelos alunos tem duas faces", afirma professora

Por Bruna Villar


Apesar de surgir como uma ferramenta importante de comunicação e divulgação de informações, o uso dos blogs e redes sociais deve ocorrer de modo correto a fim de não prejudicar o ensino, e sim complementá-lo.

A professora de Língua Portuguesa da escola Estadual Professor Gabriel Pozzi, Estela Aparecida Basso, diz que sente visivelmente a dificuldade dos alunos que se comunicam e acessam as redes sociais, nas atividades escritas. " Eles escrevem, muitas vezes, como se estivessem no ambiente virtual, com abreviações e gírias não usadas na linguagem formal", acrescenta.

A professora também afirma que a iniciativa da escola de criar um blog destinado aos assuntos escolares de modo a incentivar a leitura e o conhecimento entre os alunos, mesmo sendo virtual, é positiva. Além disso acredita que seja necessária uma reestruturação da forma de ensinar os alunos a fim de que as redes sociais se tornem uma ferramenta útil ao processo de aprendizagem.

video

Jogos online fazem a cabeça dos jovens

Por Felipe Souza

Estamos na era da interatividade à distância e os adolescentes aproveitam para fazerem o que mais gostam: se divertir. Mais do que isso, alguns deles gastam muito dinheiro em jogos online e fazem apostas altas.

O estudante Airton dos Santos Olímpio Dias, de 13 anos, começou a gastar dinheiro em jogos online quando tinha apenas 8 anos, no jogo Habbo, onde investiu R$250 para comprar itens. Airton conheceu o jogo através de uma revista especializada em games: “Eu me interessei pelo fato de poder interagir com muitas pessoas da minha idade pela internet, mas hoje prefiro os jogos offline [sem precisar se conectar à internet]. Afirma ainda que ultimamente gastou apenas R$50 para comprar alguns itens no jogo mais famoso do Orkut, a Colheita Feliz.

Mas há também quem busca ganhar dinheiro além da diversão, opta pelos sites de aposta, como o PokerStars, o maior do mundo. O poker é ilegal no Brasil, mas vem ganhando espaço no país através da internet e mudando as perspectivas da sociedade que antes viam o jogo de forma mais negativa, mas hoje muitas pessoas analisam o jogo como um esporte mental, inclusive sendo reconhecido pela IMSA (Internacional Mind Sports Association).

O psicólogo Marcel Goto, de 31 anos, afirma que um dos principais motivos que influencia as pessoas a gastarem cada vez mais dinheiro nesses jogos é o espírito competitivo. Os jogadores não querem simplesmente interagir e serem meros jogadores, eles precisam ser os primeiros, serem exclusivos. É nessa hora que as empresas de jogos online aproveitam e colocam itens exclusivos para serem adquiridos com dinheiro real e muitos jogadores compram para obter sucesso no jogo.

Segundo o Ibope, mais de 55 milhões de brasileiros estão conectados em redes sociais, segundo o IBOPE. O que faz imaginarmos que com as facilidades de acesso à internet os jovens vão gastar e apostar cada vez mais via web.