Chuva em Campinas é sinônimo de caos. Não há semáforo que funcione, carro que ande e avenida que não alague. Para prevenir acidentes ocasionados pelas chuvas de dezembro e janeiro, a Prefeitura Municipal realiza todos os anos a chamada Operação Verão, que consiste na criação de um projeto envolvendo diversos órgãos públicos municipais para a realização de ações preventivas, monitoramento e auxílio em casos de alagamentos, desmoronamento de encostas, entre outros.
Este ano a Prefeitura adiantou em um mês a ação que tem seu início previsto, todos os anos, para o primeiro dia de dezembro. Em prática desde o início de novembro, a Operação Verão não conseguiu conter alagamentos nas Avenidas Princesa D’Oeste e Orozimbo Maia, na última segunda (28). Na última semana, o forte impacto das chuvas fez com que a estrutura de uma ponte na Avenida Orozimbo Maia fosse abalada. As obras de reconstrução da ponte já foram iniciadas pela Secretaria de Infra-Estrutura e Serviços Públicos da Prefeitura e alem disso, o órgão pretende fazer a limpeza de 98 bueiros, córregos e ribeirões da cidade, até a conclusão do projeto, em março de 2012.
De acordo com Tiago de Souza, Assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública de Campinas, “existem 75 áreas com risco de desabamento em decorrência das chuvas em Campinas. São considerados moradores das áreas de risco, famílias que vivem ou em beira de encostas ou em partes que o rio costuma encher muito, quando a estrutura da moradia pode ser afetada.”. Através da Operação Verão, a vistoria nessas áreas foi intensificada e panfletos com informações sobre os perigos dos locais foram distribuídos pelos agentes municipais.
Segundo dados da Defesa Civil de Campinas, atualmente cerca de cinco mil famílias vivem em áreas de risco e duas mil delas vivem em áreas de risco iminente, ou seja, que podem vir a desabar a qualquer momento. Com relação a essa situação a Prefeitura informa que foram construídas este ano cerca de quatro mil moradias que serão destinadas aos moradores dessas áreas.
Conforme explica Tiago de Souza, entre outras obras preventivas para o período de chuvas estão o “desassoreamento de córregos e ribeirões, obras de macro e micro drenagem que somam um montante em torno de 400, 450 milhões de reais, obas de tubulação, alargamento de córregos, estruturação de margens e mais uma série de obras de infra-estrutura”.
A auxiliar administrativa Daniela Pimentel, moradora do bairro Ponte Preta apóia as iniciativas de prevenção, porém destaca: “é preciso conscientizar a população em não jogar lixo nas ruas e em terrenos baldios, a primeira atitude tem que ser nossa”.

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