quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mesmo sem nenhum crime de violência sexual registrado recentemente, mulheres ainda não se sentem seguras em Barão Geraldo

Por Plácido Berci

Há cerca de dois meses, insegurança era o sentimento geral da maioria das mulheres que moram no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Uma onda de estupros e de outros casos referentes à violência sexual contra a mulher estampou capas de jornais e gerou debates em programas de televisão da região. Como de praxe em situações de crimes em série, o suposto responsável pelos crimes ganhou até apelido: o estuprador do Uno vermelho, em referencia ao veículo que ele usava de acordo com o relato das vítimas. Em agosto, cerca de 600 pessoas chegaram a reunir-se para protestar contra o momento de insegurança.

Pouco tempo depois, no dia 16 de setembro deste ano, curiosamente o último registro de um estupro no distrito, um suspeito foi reconhecido por seis mulheres como sendo o tão falado estuprador de Barão Geraldo. Desde então, nenhuma ocorrência. Mas e as mulheres de Barão? Será que passaram a sentir-se seguras? Não é o que diz a estudante de 22 anos, Angélica Albuquerque, moradora de uma república próxima a Unicamp. “Ainda não me sinto nem um pouco segura. Continuo não vendo policiais durante a noite e, além disso, as ruas de Barão são extremamente escuras”, reclamou.

Silmar de Souza trabalha como vigia de uma empresa privada patrulhando Barão Geraldo há 15 anos e diz que já ouviu muitas histórias de crimes desse gênero no distrito. “Um caso que eu me lembro, foi de uma menina que morava aqui perto da Unicamp e procurou a gente desesperada porque um carro estava atrás dela. Isso foi por volta de nove horas da manhã”, lembrou. Quem também já ouviu muitas histórias é outra estudante que também mora sozinha, Graziele Pereira Marques, 23 anos. Ela não confia que o atual trabalho da Policia Militar e da vigilância do distrito, possa passar mais confiança às mulheres. “Nunca presenciei nenhum crime desse tipo, mas já ouvir falar de vários. Só me sinto segura quando os vigias estão na frente de casa, mas quando eu chamo dificilmente eles chegam a tempo. Quanto a policia, eu acho que faltam viaturas patrulhando a área.”

Está seguro sim

Diferente do discurso da estudante, o delegado José Carlos Fernandes, responsável pelo 7º Distrito Policial de Campinas, afirma que depois dos acontecimentos as autoridades tomaram as medidas necessárias para melhorar a segurança das moradoras. “Tanto a Policia Militar, quanto a Guarda Municipal e até a própria Policia Civil, intensificaram o patrulhamento na área e as investigações foram tão bem sucedidas que conseguimos prender um dos estupradores.”

Por fim, o delegado acredita que não há motivo para que as mulheres do distrito continuem com medo. “Acreditamos que elas podem sim se sentir seguras. Só existe um inquérito instaurado no momento, que trata de outro suspeito que também estaria agindo naquela época. As investigações estão avançadas e pelas informações que eu tenho ele já nem está mais aqui em Campinas.”

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Solidariedade na luta contra o câncer

Raphael Gnipper

Foto: Thaís Maruoka
Criança, assim como mãe, só muda de nome e endereço. De resto, é tudo igual. Brinca, se diverte, se alegra e , mesmo diante das dificuldades não se deixa abater. Mais: Não deixa de sorrir. Durante todo o mês de novembro, o Centro Infantil Boldrini – referência mundial no tratamento contra o câncer – realizou a campanha “Dê Uma Mãozinha Pro Boldrini”, com o objetivo de arrecadar fundos para a ampliação das instalações e do atendimento do hospital.

Todo o dinheiro arrecadado pela campanha, que terminou no último dia 30/11, e conseguiu juntar R$1.200.00,00, vai ser revertido para a construção de um centro de pesquisas avançadas que tem como objetivo ampliar e melhorar ainda mais o atendimento das crianças que precisam do tratamento do Boldrini. Durante toda a campanha, Dra. Silvia Brandalise, presidente do Hospital, se emocionou ao relembrar os casos que tiveram solução pelas mãos dos profissionais da instituição. Atualmente, 80% dos tratamentos tem sucesso.

Além da colaboração dos voluntários, o “Dê Uma Mãozinha Pro Boldrini” contou com o importante apoio da TVB Record Campinas. A emissora cedeu 3 horas da sua programação para um programa especial. Fernanda Ramalho, diretora do especial que foi ao ar no dia 19/11, conta que realizar o programa foi um desafio: “São 5 anos de programa. O desafio aumenta a cada ano afinal, estamos falando de pessoas e histórias de superação.”

Apesar da campanha ter terminado, o diretor de marketing do Hospital, Fábio Giangrande - em entrevista à TVB Record - reforça que a solidariedade não tem prazo de validade e que o Boldrini precisa de ajuda o ano inteiro: “Lembrando às pessoas que elas podem doar o ano inteiro. Esse projeto do centro de pesquisas é de 7 milhões. Estamos com 1,2 milhão, mas vamos chegar lá!”

Você pode conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pelo Boldrini e também saber como ajudar no site: http://www.boldrini.org.br


Nova lei restringe consumo de bebidas alcóolicas

Ketlen Machado

Não é de hoje que o consumo de bebidas alcóolicas é indevido à menores de 18 anos, no entanto, no dia 19 de novembro deste ano entrou em vigor em todo o estado de São Paulo a nova lei antiálcool, que além de multa pode até mesmo fechar estabelecimentos comerciais que permitirem o consumo

Além de não permitir que o menor compre bebidas alcóolicas, a nova lei torna-se mais rígida por também não permitir que algum adulto repasse bebidas à alguém com menos de 18 anos, nem eu este esteja acompanhado dos pais. Para isso, o comerciante deve solicitar o documento de identificação a quem estiver bebendo no local. A lei inclui todos os tipos de estabelecimentos que vendam bebidas, desde bares e casas noturnas, até padarias e supermercados. Em caso de estabelecimentos sem fiscalização ou mesmo vendedores ambulantes, a fiscalização será feita pela polícia.

Renato Ferreira, responsável pelo setor de bebidas, acredita que a a nova lei não trará prejuízos nas vendas. “Mas a venda, se vendia X vai continuar vendendo, porque tem adultos, que infelizmente, ainda continuam comprando pra menores; pede pro pai, pro irmão, pro amigo, isso acontece e é uma forma que não temos como combater”, conclui.

A lei prevê aplicações de multas de R$ 1.745 a R$ 87,2 mil. O descumprimento da lei pode ocasionar também a interdição do local e até mesmo fechamento do estabelecimento. A fiscalização ocorrerá pela Vigilância Sanitária Estadual e Procon. A população pode denunciar locais que estejam infringindo a nova lei através do Disk-Denúncia: 0800 771 3541 ou pelo formulário online.

Operação Verão monitora chuvas em Campinas, mas não contém alagamentos


Chuva em Campinas é sinônimo de caos. Não há semáforo que funcione, carro que ande e avenida que não alague. Para prevenir acidentes ocasionados pelas chuvas de dezembro e janeiro, a Prefeitura Municipal realiza todos os anos a chamada Operação Verão, que consiste na criação de um projeto envolvendo diversos órgãos públicos municipais para a realização de ações preventivas, monitoramento e auxílio em casos de alagamentos, desmoronamento de encostas, entre outros.

Este ano a Prefeitura adiantou em um mês a ação que tem seu início previsto, todos os anos, para o primeiro dia de dezembro. Em prática desde o início de novembro, a Operação Verão não conseguiu conter alagamentos nas Avenidas Princesa D’Oeste e Orozimbo Maia, na última segunda (28). Na última semana, o forte impacto das chuvas fez com que a estrutura de uma ponte na Avenida Orozimbo Maia fosse abalada. As obras de reconstrução da ponte já foram iniciadas pela Secretaria de Infra-Estrutura e Serviços Públicos da Prefeitura e alem disso, o órgão pretende fazer a limpeza de 98 bueiros, córregos e ribeirões da cidade, até a conclusão do projeto, em março de 2012.

De acordo com Tiago de Souza, Assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública de Campinas, “existem 75 áreas com risco de desabamento em decorrência das chuvas em Campinas. São considerados moradores das áreas de risco, famílias que vivem ou em beira de encostas ou em partes que o rio costuma encher muito, quando a estrutura da moradia pode ser afetada.”. Através da Operação Verão, a vistoria nessas áreas foi intensificada e panfletos com informações sobre os perigos dos locais foram distribuídos pelos agentes municipais.

Segundo dados da Defesa Civil de Campinas, atualmente cerca de cinco mil famílias vivem em áreas de risco e duas mil delas vivem em áreas de risco iminente, ou seja, que podem vir a desabar a qualquer momento. Com relação a essa situação a Prefeitura informa que foram construídas este ano cerca de quatro mil moradias que serão destinadas aos moradores dessas áreas.

Conforme explica Tiago de Souza, entre outras obras preventivas para o período de chuvas estão o “desassoreamento de córregos e ribeirões, obras de macro e micro drenagem que somam um montante em torno de 400, 450 milhões de reais, obas de tubulação, alargamento de córregos, estruturação de margens e mais uma série de obras de infra-estrutura”.

A auxiliar administrativa Daniela Pimentel, moradora do bairro Ponte Preta apóia as iniciativas de prevenção, porém destaca: “é preciso conscientizar a população em não jogar lixo nas ruas e em terrenos baldios, a primeira atitude tem que ser nossa”.



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